segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tendência Pra matar

Bom, eu tenho refletido ultimamente, muito por sinal. Agora... Sobre o que? Isso que é o estranho, porque não é muito normal eu ficar pensando sobre esse tipo de coisa, mas como ultimamente (na verdade desde a 5ª serie) tenho convivido com isso, acaba se tornando inevitável. A droga da TPM. Não que eu sofra desse mal, até porque chega a ser biologicamente impossível (graças a meu bom Deus). No entanto, como eu já citei anteriormente, convivo com isso 24 horas por dia, seja no colégio, com minha mãe, “na rua, na chuva ou na fazenda, ou numa casinha de sapê!”. Acabei virando um expert no assunto.

Esta detestável tensão, companheira feminina que vem visitá-las mensalmente, em minha opinião, é contagioso, acarreta problemas psicológicos e pode ser crônico. Mas como diria o Jack - o estripador, “Vamos por partes”.

Porque é contagioso? Pense comigo. Você está em sua carteira no colégio, no seu lado esquerdo tem uma garota reclamando de absolutamente tudo: Pela poeira que pousou na carteira dela, da ponta do lápis dela que quebrou, da ponta dupla em sua franja, ou da cor amarelada do cadarço da pessoa da frente que a incomoda. E ao seu lado direito, outro ser do sexo feminino, chorando por absolutamente tudo: Pela poeira que pousou em sua carteira, da ponta do lápis dela que quebrou, da ponta dupla em sua franja, ou da cor amarelada do cadarço da pessoa da frente que a incomoda... E a trás de você, outra garota, se achando a rainha da cocada preta, discutindo com Deus e o mundo (inclusive você) sobre qualquer besteira. Conseqüentemente, você ficará estressado ao cubo, porque foi contagiado pelo mal da TPM, que chega a tal ponto, de você está tão estressado, que se alguém lhe vier perguntar: ta na TPM é? você responderá: TÔ!

Agora, quais problemas psicológicos o perseguidor feminino pode te trazer? O famoso “TB” (transtorno bipolar!). Um grande exemplo disso, é minha amiga, vamos chamá-la de Marcia ok? Então, Márcia estava na praça comigo e mais um pessoal, então, eu gentilmente falo:

- Marcia, sua calça ta com uma mancha. - Ela simplesmente olha pra mim, um olhar tão amedrontador quanto o que um nazista pode lançar sobre um judeu. Pula no meu pescoço e me agride verbalmente e fisicamente. Dois minutos após o acontecido, ela está conversando com uma amiga sobre a festa que vai haver, assim, normalmente como se nada tivesse acontecido. Após cinco minutos de conversa, ela sai correndo do nada, senta num banco da praça, e começa a chorar, falando que as cólicas estavam matando ela. E num passe de mágica, ela vai pra festa, alegando não estar sentindo mais absolutamente nada. De duas uma, ou ela tem transtorno bipolar, ou é uma mutante que consegue controlar dores, ou... É, ela está com TPM.

Crônico? Pode não ser, mas deixar as mulheres com resquícios, com certeza deixa. Temos como grande exemplo a coordenadora e a diretora da escola que eu freqüento (não que elas ainda possam ter um ciclo menstrual, isso seria impossível), pois elas acabam ficando loucas, e enlouquecendo os alunos. A coordenadora no fim do ano passado estava absurdamente estressada (ao contrario da diretora, que é estressada em estado permanente) e acabava descontando isso nos alunos. A gente tinha feito um projeto inteiro para a feira da cultura, com a ajuda dela e tudo mais. Praticamente na véspera, ela manda a gente cancelar o projeto e fazer outro, assim, do nada! Quando a gente tava montando o outro projeto, ela fala que não precisamos mais, que podemos ficar com o anterior. De duas uma (ou as duas), ou ela é mal comida, ou ainda tem resquícios da TPM. No caso da diretora, bom... Acho que o que sobrou da TMP dela foi algum problema psicológico, que não é o “TB” e sim a “esquizofrenia” porque ela ouve vozes de pais reclamando dos alunos. PAIS QUE NÃO EXISTEM! Além do mais, ela ainda tem o estresse interminável desse maldito acontecimento biológico. Ela xinga os alunos, e ameaça pendurá-los de cabeça para baixo como um lustre (eu nesse caso, só por eu ter feito uma pergunta a ela enquanto ela explicava algo).

Então, meninas, quando estiverem em sua fase “mato quem quero, pago a pena se quiser” procurem remedinhos para dores e para estresse. Nós, homens, iremos agradecer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

romantismo piegas dos dias de hoje

Carnaval acabado, nós continuamos aqui e agora que começou tudo, afinal, todo brasileiro que se preze sabe que o ano só começa mesmo depois do carnaval. Mas não vamos comentar sobre os desfiles faraônicos na Marquês de sapucaí, nem dos rios de xixi nas ruas do Rio de Janeiro, nem dos blocos onde homens que outrora mostravam-se machos e cheios de testosterona pra dar vender e emprestar, despirem seus hormonios e se acabarem nos blocos de carnaval, trajados como as boas senhoritas que libertar-se-iam de seus subconcientes.. Pessoas dando ao ar livre no meio da muvuca alheia, ora bolas, é carnaval. Mas tudo bem.

Hoje eu acordei um tanto a mais romântica que o normal. E inspirada por um dos feriados mais românticos que eu ja vi - desde a infância quando Chaves, Chiquinha e cia, escreviam cartões do dia de São Valentim por todo um episódio.. engendrando todo um romantismo pueril que a gente só percebe tempos depois. Então ocorreu-me hoje de escrever um texto romantico, e é isso que eu pretendo, só que romantico ao melhor deste blog que nos abriga, ja que todo e qualquer ser que aqui está, é porque em algum determinado momento da sua vida, descobriu que não presta. :D

Aos que (ainda) não acharam a tampa da sua panela, o chinelo velho pro seu pé cansado, a metade da sua laranja, ou qualquer outro desses ditados sem fundamento - porque em toda a minha vida eu nunca conheci alguem que quisesse ser a metade do que quer que seja, quanto mais de uma laranja.. se fosse ao menos uma laranja toda, eu não dizia nada, mas.. c'est la vie não é mesmo. Não se desespere, nem saia correndo desesperado(a) à pegar o primeiro rabo-de-saia ou par de calças que aparecer. Controle-se, contenha-se. A não ser que seja dia de Santo Antonio, neste caso, desembeste a fazer simpatia, trabalho, promessa, macumba, xangô e é claro, a boa e velha cartomante de propaganda de papel impresso pregado num poste que te traz com a maior das garantias, o homem amado em três dias!

Aos que (já) acharam, faça o favor de cuidar. Mas cuide bem, cuide mesmo. Só Deus sabe como tá difícil arrumar um homem não-cafajeste, ou uma mulher não-piriguete nessa vida. Não coloque nele/nela acessórios bovinos, nem lhe faça promessas que não possa cumprir. E, por via das dúvidas, instale um GPS em cada uma das cuecas dele, de um modo discreto, logicamente. Até porque só estamos preocupados com eles (e com pra onde vão, com quem estão, o que estão fazendo, por que o celular desligado.. Essas coisas). Mas não o/a percam por besteiras nem bobagens. O amor, até onde eu sei, é a maior das besteiras, mas o que seria de nós - rélis mortais, sem vivê-lo, não é mesmo?

E, por último, aos que perderam seu amor. Seja por motivos de força maior, chifres, ou o mais clássico pé-na-bunda. Você ja deve ter ouvido isso, mas, não fique triste. Quero dizer, ah, fique sim se a culpa for sua. Mas se não for, continue a procurar. Posto que tudo na vida passa.. Tempo passa, ferro passa, até uva passa. Quem vive de passado é memória, quem vive de história é museu, e viva. Pois, parafraseando meu amado Luis Fernando Veríssimo, "Embora quem quase morra esteja vivo, quem quase vive já morreu."

beijosnãomeliga :*

vírgula.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Como escrever sobre 2010

Eu poderia escrever sobre a minha desastrosa virada de ano, sobre aquelas mais de 35 pessoas - desconhecidas em sua maioria - entocadas numa sauna coletiva que insistiam em chamar de "casa de praia", ou sobre o garotinho com quatro anos e fala fina que adquiriu não tão ponderada obsessão pelos seios de uma prima minha, ou sobre o fato de eu ter sido confundida com uma "mulher-da-vida", "do-ramo" ou qualquer outro equivalente pra puta enquanto com a rua lotada e eu segurando uma sacola com 30 pães, esperava plantada (e de biquini) na esquina de um supermercado meu namorado chegar, às quase sete da noite do dia 31, ou sobre a chuva - não, melhor - as goteiras que nos davam o frescor da água durante a madrugada, estando fielmente lá, toda noite, em cima de nossas redes e colchões, ou poderia escrever até mesmo sobre a fato de me roubarem as Havaianas velhas, deixando-me os pés nus no caminho da praia pra casa.. Mas eu não vou escrever sobre isso.

Bem, eu poderia escrever sobre a porcaria do resultado do vestibular (obviamente porcaria nenhuma pros meus queridos que passaram, mas.. como eu não passei, foda-se), sobre a frustração de não poder sentar o bumbum numa cadeirinha de universidade, ou sobre o quanto a frase "Vestibular é que nem carnaval, todo ano tem." é irritante para aqueles que não passaram ou ainda mais irritante se o mesmo (que não passou), tenha ouvido isso só sete vezes seguidas, mas não, não vou escrever sobre isso.

Até que eu poderia escrever sobre as piores três semanas de férias que eu ja tive em todos os meus (nem tão) consideráveis 17 aninhos de vida, sobre uma virose, seguida por ataque alérgico à poeira dos cds velhos do meu pai, seguida por uma semi-infecção intestinal, seguida por cólicas menstruais abominavelmente dolorosas dignas dos castigos torturantes da Igreja católica na Idade Média e sua Santa inquisição, poderia dissertar sobre a falta de afeto, sobre saudade, sobre as drogas que eu quase comecei a fazer uso (ok, exagero), sobre o quanto a banda DejaVu me traz um desejo tão puro pelo suicídio ou sobre como burlar os funcionários do cinema e entrar lá, na maior, sem ingresso pra ver um filme que eu já havia visto, só que eu não vou escrever sobre isso.

Mesmo que o ano já tenha começado há pouco mais de um mês, quero sugerir-lhe um novo olhar, um novo meio de encarar os fatos que já são tantos neste (ainda) breve ano de nova década, bem como as situações que corriqueiramente haverão de surgir ao longo dos trezentos e vinte e poucos dias que ainda te sobram neste (já memoravel - pelo menos pra mim) 2010. Posto que, segundo aquele filme, o mundo se acaba em 2012 e, caso isso não aconteça, sempre tem a tsunami de 2013 prevista pelo Nostradamus pra fuder com o babado, então... Só nos sobra torcer (yn) pra que nenhum dos dois aconteça e/ou aproveitar o pouco tempo que sobra.

Em primeiro lugar, tenha coragem. De fazer planos, de desistir deles, de dizer o que pensa (mas por favor, não pense tanta bosta como fez todos esses anos), tenha coragem de defender o que acredita, de ser egoísta (mas não o tempo todo), de crer no que você não consegue ver, seja no amor, na teoria da conspiração, ou no aquecimento global (esse agora resolveram dizer que não dá pra ver, mas vai dizer que não tá um calor do cacete?), pois é.

Em segundo lugar, não ligue. Pra quem não te quer por perto, pra quem te faz mal, pras pessoas que te dão toque à cobrar pra que você retorne a ligação, nem ligue se as pessoas não gostarem de você. Pois há quem goste, há quem te ame, há quem se orgulhe de você - mesmo que seja sua mamãe. Ou não.

E, em terceiro e último, confie. Mas não no governo, nem no carinha que te ofereceu um bagulhinho só, pra alegrar, nem naquela tão fogosa melhor amiga do seu namorado - o primeiro nunca te satisfará, o segundo te dará um boa noite cinderela na próxima, te sequestrará, te estuprará e depois esfaquea-la-á oito vezes no meio do seu bucho recentemente lipoaspirado, ou não, e a terceira? bem, ela é uma provavelmente é uma vaca, mas não aquela vaquinha legal da Colheita Feliz que te traz algum beneficio (ou moedas amarelas pra comprar sementes), ela é do tipo de cruza de vaca com cobra, esperando o melhor momento para o bote, então, cuidado com ela. Confie nos finais de novela, livros e filmes. Confie nas boas coisas. Confie nas suas promessas de começo de ano. Mas antes de qualquer coisa, confie no começar e no recomeçar da vida - e mais que tudo, confie em si proprio e tudo vai acabar dando certo.

beijonãomeliga :*

vírgula -s

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Um natal (mais que) dependente


Oi, meu nome é Jonas, tenho 16 anos (é, acho que a maioria aqui sabe disso), tenho dois irmãos mais velhos que frequentam festas desde os 14 anos, porém, eu com minha uma década e seis anos de vida, nunca fui a uma festa sequer (que não seja de aniversário ou de casamento ou de formatura).
Pelo fato de ser o mais novo, talvez minha mãe queira preservar algo... Que não sou eu, e sim a sensação que ainda tem alguém de baixo de suas asas. Mas isso é completamente irritante, mas não uma irritação pouca, uma IRRITAÇÃO, IRRITAÇÃO! Sabe por que?

Porque esse alguém sou eu. Claro que já melhoramos muito neste quesito, uma vez que eu já viajei varias (duas ou três) vezes sozinho, pra casa de um amigo de outra cidade, e sou muito grato e feliz por isso, mas estou falando de outro ponto. Como já disse, nunca fui a uma festa, festa mesmo, meu irmão do meio, com 16 anos, em uma micareta (que eu fui pela primeira vez esse ano, e eles com 14) ficou tão bêbado que dormiu na casa da madrinha pra minha mãe não saber – só que ela soube... Mas ela leva em consideração o fato de eu nunca ter ido a uma droga de uma festa e não ser um CU DE CANA, ela leva?! NÃÃO!
Noite de natal, eu, jovem adolescente feliz da vida por estar com os amigos, ia para um sitio, após a meia noite, com uns primos, seria muito legal, maaas minha mãe liga e faz uma mega confusão, pondo defeitos para eu não ir, tudo bem, não ia, mas pretendia ficar na praça com os meus amigos, me divertindo, mas ela queria que eu fosse para casa na mesma hora, e não eram nem meia noite, implorei, falei pra ela que meus amigos me levariam em casa, e que ninguém ia matar sua inofensiva criança de um metro e oitenta e cinco.. E o máximo que eu consegui, foi... “Daqui a meia hora vá pra casa!"... Meia hora? O que é isso?? ¬¬

Entrei no carro, e disse que ia pro sitio. Fui para casa do meu primo, sorte que ele não tinha ido... Então... Fomos para o sitio, passar a noite ouvindo Michael Jackson (que eu odeio, só porque ele ta morto, porque se tivesse vivo, ninguém nem se lembrava da pobre alma negra/branca) e depois, no outro dia, sou forçado a assistir um filme gravado aqui na região, com atores amadores e mal pagos, que a trilha sonora do filme é “vou te pegar, vou te abraçar, vou te dar muito carinho, você é a minha vida, você é meu xuxuzinho, ai que tudo, ai que vida”...
Logo, espero que vocês tenham tido um natal melhor que o meu.

{interrogação}

domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz (presente de) Natal

Confesso que eu tenho a sina do presente ruim. Não sei como, quando, ou porquê - mas tal mazela me foi dada desde criança e ela me persegue. Só que em nenhuma outra época esta se manifesta tão absurdamente quanto nessas festas de fim de ano (vide amigos-secreto, trocas de presentes natalinos, etc).

Eu decidi não participar mais de amigo-secreto na escola quando lá pelo terceiro ou quarto ano consecutivo a pessoa sorteada que dar-me-ia o presente:
1) Ou faltou e nunca mais voltou pra dar o presente;
2) Ou me deu aqueles coisinha de sabonete cujo cheiro era tão barato quanto seu preço;
3) Ou se revoltaram com o presente que receberam e ficaram com a caixa de chocolates que outrora seria minha.

Vai, pode rir achando que é ficção, mas esta é a cruz que eu tenho que carregar - é sério, eu juro, essas coisas realmente aconteceram comigo! Só que esta cruz se torna ainda pior quando toma tais proporções catastróficas: O presente do meu namorado.

O caso é que meu namorado é fã assíduo de linkin park, okay. Passei, eu, dias e mais dias pensando no que dar pra ele de presente de natal, posto que ele diz que a última namorada dele não sabia dar presente e que espécie de namorada insana iria querer cometer o mesmo erro que a vadia [risca] ex?! Eu mesma não! Bacana (Y), fui passando numa loja de cd aqui e vi um combo cd+dvd de um show do Linkin Park lá. Nem pensei duas vezes, JURANDO que ele iria amaaar, uma vez que ele não tinha esse dito dvd, quanto mais original, o que eu faço?! Gasto R$45,90 e volto toda sapequinha e serelepe para casa, faço a embalagenzinha fofa e super cool, okay, bacana. Daí ontem estávamos falando de música e ele (pra variar) foi falar de? Linkin park, lógico. e foi dizendo quais tinham sido os melhores shows deles e tal e coisa. Só havia um desses que era uma bosta, que era o pior que tinha... Adivinha Qual Era?! O QUE EU COMPREI, obviamente.

Na notável falta de renda para a compra de outro presente - já que eu moro numa possilga que insistem em chamar de cidade onde só há uma unica loja que vende cds e dvds originais (e eles não costumam vender lá tanta coisa assim devido a pirataria) e não aceitam devoluções; resolvo, eu, dar junto daquele cacete [risca] dvd, mais um dos meus presentes personalizados (vulgo coisa caseira e desprovida de valor material mas que podemos eternamente dar a boa desculpa do valor emocional) :D

Confesso que eu tenho a sina do presente ruim. Não sei como, quando, ou porquê - mas tal mazela me foi dada desde criança e ela me persegue. Todavia, criatividade para burlar tal tipo de coisa nunca me faltou.

beijonãomeliga ;*
{virgula} n

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Lista dos Intocáveis


O que é a lista dos intocáveis?

Se você for uma mulher, garanto que me entenderá perfeitamente, já para os rapazes interessados em tal lei de amizade do código de ética feminino será um pouco mais... trabalhoso de se explicar.

Toda mulher tem sua lista dessas, independente da idade, classe social, grau de beleza ou opção sexual.

Intocável é todo e qualquer homem ou (nos casos mais modernos) mulher cujo contato carnal ou afetivo com alguém que não seja você venha a gerar situações bastante inconvenientes. Vide ciúmes coléricos, incontroláveis surtos de ausência daquilo que é comum chamarmos de consciência ou sanidade moral, vide sangue fervente subindo-lhe à cabeça, delírios psicoticamente satisfatórios de morte lenta e dolorosa, bem como o desgosto contido em toda e cada uma destas ocasiões ocorridas casualmente durante nossas vidas.

Mas a pior consequência do rompimento da lista dos intocáveis não será a inconveniência física que isto vir-lhe-ia causar, tampouco o "cair na real" de se ter perdido o bofe que outrora era seu, mesmo psicológicamente. A pior coisa que se pode acontecer ao quebrar tão sagrado laço quanto a tal lista, é o possível rompimento de uma amizade verdadeira, tão difícil de se encontrar no mundo atual e ainda mais raro no universo feminino, onde mentiras, segredos, fofocas e tensões pré-menstruais ja destroem tantos possíveis enlaces fraternalmente afetivos.

Haverão aquelas que, ao ler isto, tentarão mentir para si mesmas, dizendo que é uma besteira, que não existe, mas existe. Mesmo que o atual seja o mais-que-perfeito homem dos seus sonhos, terá um nome além do dele (isso se o dele estiver lá ou se realmente houver o tal atual). Sempre vai ter aquele amor de ensino fundamental, aquele da maior decepção, o primeiro namorado e o último chifre lá na lista, vetando laços mais... digamos... Intimos, entre os tais e suas amigas.

Toda mulher tem uma lista dos intocáveis, isso não é segredo para ninguém. Segredo mesmo são os nomes escritos em cada uma delas... E então? A sua lista também é um segredo?

{vírgula} n - propaganda mode on

LINK PARA A COMUNIDADE DO LIVRO ''A LISTA DOS INTOCÁVEIS''

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vamos voltar ao passado


Feche seus olhos e lembre-se de quando tinha alguns centímetros e dois dentes da frente a menos, bem como joelhos arranhados e certos motivos a mais pra envergonhar sua mãe ao mangar, rir, urinar-se de tanto gargalhar, quando alguém se danava no chão bem na sua frente.


Lembre do quão bom era não ter que saber medir as palavras e falar o que "dava na telha" (gírias idosas), falar o que todo mundo naquele lugar queria dizer, mas não tinha a coragem nem a cara de pau de uma criança banguela, que, na cara-dura, olha praquela sua tia gorda e diz, inocentemente, com um sorriso enorme pra vaca cujas mãos pareciam ter um ímã direcionado às suas bochechas:


"Tia você me lembra o bichinho do filme que eu assisti ontem." Ela fica com um dedo de desconfiança, mas sorri disfarçadamente com aquele ar de sapa velha e mal comida e pergunta:


"Qual filme, meu xuxu?" Pentelha, sapequinha e serelepe, à espera da primeira oportunidade de destilar seu veneno pueril, a criança olha pra tia, abre o sorriso de orelha à orelha e fala:


"Free Willy..." Mesmo com todo a exacerbada falta de estima pela integridade moral da cara da sua mãe ao te ouvir falar o que ela própria havia pensado quando viu a gorda, digo, a tia com um maiô preto se jogando no açude de água barrenta naquele churrasco familiar.


Ó céus, como era bom o tempo que havia coisa melhor na tv pra se assistir. Na minha época? Não existia essas boiolagens encubadas de backyardgans não! É um absurdo, a gente vê hoje em dia, coitados, os garotinhos de 5 ou 6 anos... Tudo com a fala fina, e cérebros não condizentes com a realidade e ninguém sabe o porquê! A Discovery Kids nunca me enganou! Ela aliena as pobres criancinhas que ficam feito bocós, obsecadas por seus personagenzinhos um tanto afeminados!

Onde foram parar os bons desenhos que enchiam, de planos infalíveis, duplos sentidos, sarcasmo, trapaças e censo crítico os cérebros juvenis, mostrando-os a dura, maquiavélica e adorável realidade?


Eu estou falando de desenho, desenho de verdade, de DragonBall, de Samurai X, Tom e Jerry, Pica-pau, Caverna do Dragão, Pinky e Cérebro, Ursinhos Carinhosos, Power Rangers, Johnny Bravo! Onde foram parar O Laboratório de Dexter, Desenhos Incríveis - o show, Sheep na Cidade Grande, Eak - the cat, Gato Félix, Os Cãezinhos do Canil, Sailor Moon, Sakura, Capitão Planeta, Bananas de Pijama, Doug Funnie, Cavaleiros do Zodíaco, O Fantástico mundo de Bobby, Jetsons, Flinstones, Pernalonga & Patolino, Rugrats – Os Anjinhos, Du, Dudu e Edu, Os dois cachorros bobos, Pokemon, Digimon, Thundercats, BeetleJuice... Os desenhos de verdade?! O que há de bom hoje em dia além de Padrinhos Mágicos?! NADA! Tsc.. tsc..


E a diversão? Playstation 1, 2, 3? Gameboys? Jogos em rede? – Faz me rir, o máximo a que se chegava perto disso era quando seus pais te largavam naquela locadora e te deixavam lá por, sei lá, uma hora, no máximo, enquanto desopilavam de você tomando uma na Discot! Ao olhar de uma dessas crianças alienadas, isso parece um martírio, mas pra nós? Era a melhor hora da semana, mesmo sem os Playstations. Afinal tínhamos os Nitendo e Sega cujas fitas magicamente funcionavam quando você soprava o fundo delas, maravilhando nossa existência e dilatando nossas pupilas ao jogar Aladin e conseguir passar daqueles velhinhos filhos da puta que atiravam flechas, jogar Mário Brós e saber as passagens secretas que te faziam descer naqueles canos verdes e a felicidade inigualável de zerar o Sonic! Bons tempos, bons tempos.


Não se vê mais aqueles pivetinhos na calçada da casa dos avôs, nos sábados de tarde, jogando tazzo, brincando de pular elástico, ferrando a coluna dos primos ao brincar de borracha mamão, andando de um lado pro outro, um dia depois do dia da criança, com os patins novos pelos quais tirava o sono do papai e da mamãe desde o São João... Não se vê mais Barbies bonitas, nem a animação mais que efusiva de uma garotinha ao ganhar uma daquelas bonecas que mijavam, nem as bicicletas de rodinha sob os pequenos infantes circundando a Praça Cristo Rei, passando por cima dos velhinhos com cara de sítio que cuidavam dos carrinhos de confeito...


Onde foram parar as propagandas absurdamente apelativas? (Compre Batom, compre Batom, compre Batom) Ou os Jingles que não saíam da cabeça da gente? (Quem disse que não dá? Na Fininvest dá) Ou as aberturas de desenho que todo mundo decorava? (Açúcar, tempero, e tudo o que há de bom. Esses foram os ingredientes escolhidos para criar as garotinhas perfeitas, mas o professor Utônio acidentalmente acrescentou um ingrediente extra na mistura: O ELEMENTO X. E assim nasceram as meninas super poderosas: Florzinha, Lindinha e Docinho, para combater o crime e as forças do mal)...


E depois de ler tudo isso, eu abro os olhos e vejo na minha frente meu passado ao me olhar no espelho e digo: Porra, eu não cresci nada. Resenha. Eu olho e digo: SIM. Eu tive infância!


beijonãomeliga:*

{vírgula} n