Lá está você, jovem brasileiro. Portando seu título eleitoral e documento de identificação oficial com foto, em frente a um pequeno aparelhinho revolucionário, bastando digitar alguns numeros para que, ofiicialmente, você tenha sua parcela de culpa no progresso ou na regressão de sua nação. Parece algo importante, não é mesmo? Não se preocupe, não pretendo fazer você se sentir numa daquelas propagandas patrocinadas pelo governo, onde, por osmose, você começa a ter abuso de política...
Mas o que seria de toda a pomposidade das campanhas políticas, todos os milhões em dinheiro derramados, ou litros de salivas gastos defendendo o que fulano vai fazer e condenando o que sicrano não fez, se simplesmente déssemos ouvidos ao que REALMENTE importa? Se você votasse pelo que fosse melhor para a saúde do seu estado e não pelo emprego que o cunhado do pai do seu tio em terceiro grau vai conquistar caso tal candidato ganhasse o posto. Se você pudesse votar pela mudança, pelo progresso, por ondas de evolução ao invés de deixar que o sistema te deixe se afogar em toda a mesmice de um mar desonesto que se prolonga ano após ano, pagando sua estadia à população em pequenas parcelas de pão e circo..
Engraçado que mesmo com toda a esperança que de mim se apossa nessa oportunidade, de fazer com que você, que está lendo este sincero texto neste singelo blog, possa ver com os meus olhos e ler nas minhas palavras um assunto que se abrange tanto e ao mesmo tempo dá pra nós, jovens, tão pouca voz - em alguns momentos não consigo imaginar o que seria desse meu Brasil, mal acostumado por saber que tem seu closet tão lotado de acomodadas bolsas-tantofaz, imaginando possibilidade se ver pela primeira vez em algum tempo, prestes a arregaçar as mangas, levantar do sofá e fazer alguma coisa de resultado à longo prazo, ao contrário de ficar lá de frente pra tv naquela vibe imediatista, e só esperar chegar o dia de ir na lotérica retirar o pagamento auxilio-algumacoisa, e fazer juiz àquele velho ditado de entregar o peixe sem ensinar a pescar. E se déssemos lugar às boas propostas no lugar das boas gratificações (em espécie, tijolos, sacos de cimento ou até mesmo senhas de micareta), se pudéssemos estar dispostos a ouvir o que precisamos ao inves do que queremos..
Talvez não houvessem tantos votos reunidos num mesmo "protesto" deixando os Tiriricas da vida serem eleitos sem prestar atenção nas mega-jogadas politico-publicitárias que existem por trás deste tipo de coisa. Talvez não precisássemos aguentar aquele infeliz do Ey Ey Eymael, o democrata cristão, todo santo dia durante o horário politico. Talvez na política de hoje, o jovem pudesse ser associado ao futuro trabalhador, à educação de qualidade plena e não apenas à programas com relação ao combate às drogas e violência. Talvez não precisássemos sair neste domingo de nossas sessões eleitorais portando, junto ao titulo de eleitor e o documento de identificação oficial com foto, um enorme e reluzente nariz de palhaço.
Quem sabe, um dia.
@luiza__
Mas o que seria de toda a pomposidade das campanhas políticas, todos os milhões em dinheiro derramados, ou litros de salivas gastos defendendo o que fulano vai fazer e condenando o que sicrano não fez, se simplesmente déssemos ouvidos ao que REALMENTE importa? Se você votasse pelo que fosse melhor para a saúde do seu estado e não pelo emprego que o cunhado do pai do seu tio em terceiro grau vai conquistar caso tal candidato ganhasse o posto. Se você pudesse votar pela mudança, pelo progresso, por ondas de evolução ao invés de deixar que o sistema te deixe se afogar em toda a mesmice de um mar desonesto que se prolonga ano após ano, pagando sua estadia à população em pequenas parcelas de pão e circo..
Engraçado que mesmo com toda a esperança que de mim se apossa nessa oportunidade, de fazer com que você, que está lendo este sincero texto neste singelo blog, possa ver com os meus olhos e ler nas minhas palavras um assunto que se abrange tanto e ao mesmo tempo dá pra nós, jovens, tão pouca voz - em alguns momentos não consigo imaginar o que seria desse meu Brasil, mal acostumado por saber que tem seu closet tão lotado de acomodadas bolsas-tantofaz, imaginando possibilidade se ver pela primeira vez em algum tempo, prestes a arregaçar as mangas, levantar do sofá e fazer alguma coisa de resultado à longo prazo, ao contrário de ficar lá de frente pra tv naquela vibe imediatista, e só esperar chegar o dia de ir na lotérica retirar o pagamento auxilio-algumacoisa, e fazer juiz àquele velho ditado de entregar o peixe sem ensinar a pescar. E se déssemos lugar às boas propostas no lugar das boas gratificações (em espécie, tijolos, sacos de cimento ou até mesmo senhas de micareta), se pudéssemos estar dispostos a ouvir o que precisamos ao inves do que queremos..
Talvez não houvessem tantos votos reunidos num mesmo "protesto" deixando os Tiriricas da vida serem eleitos sem prestar atenção nas mega-jogadas politico-publicitárias que existem por trás deste tipo de coisa. Talvez não precisássemos aguentar aquele infeliz do Ey Ey Eymael, o democrata cristão, todo santo dia durante o horário politico. Talvez na política de hoje, o jovem pudesse ser associado ao futuro trabalhador, à educação de qualidade plena e não apenas à programas com relação ao combate às drogas e violência. Talvez não precisássemos sair neste domingo de nossas sessões eleitorais portando, junto ao titulo de eleitor e o documento de identificação oficial com foto, um enorme e reluzente nariz de palhaço.
Quem sabe, um dia.
@luiza__


